O impacto das RenTechs está prestes a desempenhar um importante papel na interrupção dos modelos de negócios de longo prazo do mercado de energia.

2017, por exemplo, foi um ano bastante tumultuado para o setor dos serviços públicos. Isso porque as empresas de energia e de serviços públicos agora devem atender a dois requisitos que, à primeira vista, podem até parecer contraditórios: a necessidade de inovar e a necessidade de economizar.

Acompanhando esses fatores de longo prazo, existem quatro tendências que moldarão o mercado de energia e serviços públicos nos próximos anos: o surgimento de empresas e técnicos de energia renovável, os chamados RenTechs, o crescimento de comunidades de autoalimentação, o desenvolvimento de soluções em armazenamento de baterias, e o papel da Inteligência Artificial (AI).

O que são as RenTechs

O termo “RenTech” ainda não é um termo conhecido por muitas pessoas. Em essência, “RenTech” diz respeito ao impacto disruptivo que as tecnologias de energia renovável e demais empresas do setor de energia estão tendo.

Para conseguir ter uma ideia melhor do que a RenTech representa e da forma como essa tecnologia está afetando o mercado, talvez o melhor método para isso seja pensar em uma indústria completamente diferente e que já sofreu várias interrupções: o mercado financeiro.

Algumas pessoas, muito provavelmente, já ouviram falar do termo “FinTech”. “FinTech” é um termo que descreve empresas que empregam tecnologia para levarem novos e inovadores serviços financeiros para os seus clientes.

A tecnologia FinTech influenciou diversas áreas das empresas, desde os pagamentos e seguros, até a condição de gerenciamento financeiro pessoal.

Ou seja, a ascensão das FinTechs teve um efeito disruptivo e surpreendente no mercado financeiro como um todo, que tradicionalmente dependia das instituições financeiras já estabelecidas no mercado para fornecer esse tipo de serviço.

Assim como os FinTechs tiveram um efeito inovador no mercado financeiro, a RenTech também está inovando o mercado de energia.

RenTechs e a energia sustentável

Recentemente, estamos começando a ver empresas como Google, Amazon, Apple, Walmart, entre outras gigantes do comércio e do varejo, entrando no mercado de energia.

Seja em resposta a economias de custo, ou por iniciativas de uma energia mais sustentável, ou as duas opções, as grandes empresas de tecnologia já estão construindo ou comprando as suas próprias usinas solares e eólicas para se tornarem integralmente sustentáveis.

Atitudes como essa foram tomadas para satisfazer as necessidades de energia dessas empresas, para reduzir a sua dependência dos tradicionais fornecedores de energia, e até para vender o excedente de volta à rede. Ou seja, a tecnologia RenTech representa uma grande ruptura no mercado de energia.

Já tendo construído as suas próprias instalações de geração de energia para atender às suas necessidades de negócios, essas RenTechs passam a ter um papel fundamental enquanto fornecedoras de energia alternativa.

De forma gradativa, as concessionárias de energia bem estabelecidas no mercado também já começaram a investir no desenvolvimento de uma energia mais limpa e renovável.

Por isso, o impacto das maiores empresas de tecnologia, dos gigantes corporativos e das start-ups passará a desempenhar um papel cada vez mais importante no mercado de geração e de apropriação de energia.

E essa situação acaba por interromper os modelos de negócios já existentes e faz com que os empresários repensem o funcionamento atual do mercado de energia.

Os clientes também querem uma energia mais sustentável

Os clientes, hoje em dia, já estão cobrando receber uma energia mais sustentável, e muitos deles se mostram comprometidos com o desafio do aquecimento global.

Alguns clientes de grandes empresas, por exemplo, já estão construindo ou comprando as suas próprias fazendas solares para se tornarem mais sustentáveis.

A ideia central é reduzir a dependência dos fornecedores de energia tradicionais, e até mesmo vender excedentes de volta para a rede. Por conta da queda rápida no preço das fontes de energia renovável, o custo de entrada nos mercados de energia tem caído, e tende a cair ainda mais até o final desse ano.

Por exemplo, os custos solares deverão cair cerca de 59% até 2025. E as empresas de tecnologia, como a Amazon e a Google, são algumas das grandes organizações que já construíram as suas próprias instalações de geração de energia para atender às suas necessidades.

Essas empresas esperam, com a energia sustentável, atender não apenas as próprias necessidades de geração e de gerenciamento de energia, mas também as necessidades dos seus clientes.

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